CAUABORI 2 de junho de 2020 – Tags: ,

Nome científico: Coccocypselum lanceolatum

Nomes populares: cauabori, frutinha-azul, veludinho-rasteiro, azulzinha-do-bosque

Família botânica: Rubiaceae

Distribuição geográfica e habitat: ocorre no sub-bosque de vegetação mais densa dos cerrados e nas capoeiras em morros da Mata Atlântica. Tem vasta distribuição desde o sul do México até a Argentina, aparecendo em quase todo Brasil.

 

Características gerais da cauabori

Planta: é uma erva rasteira totalmente velutina (como se estivesse coberta de veludo).

Folhas: as folhas e estípulas são hirsutas, com pelos longos e duros, havendo mais raramente tricomas (pelos em forma de T) nas brotações. Os ramos jovens e as folhas na face abaxial (ou costas) são de coloração vinácea e os entrenós têm espaços que variam de 3 a 7 cm. As estípulas que crescem na junção das folhas são subuladas, estreitando-se em direção ao ápice, medindo 3 a 10 mm de comprimento. A lâmina foliar mede 2,4 a 7,5 cm de comprimento por 1,3 a 3,4 cm de largura, é ovada (forma de ovo) ou lanceolada (forma de lança) com textura membranácea (delicada). É facilmente identificada pela margem ciliada.

Flores: surgem em cimeira (tipo de cacho) fasciculada, de 5 a 20 mm, com forma globosa, contendo 5 a 11 flores hermafroditas e pubescentes (coberta de pelos) externamente, sendo glabras (sem pelos) internamente.

Frutos: são bagas piriformes azuis quando maduras, medindo de 1,2 a 3 cm de comprimento por 6 mm a 1 cm de largura, contendo diversos pirenos (sementes lenhosas) minúsculas.

Curiosidade: o nome cauabori vem do Tupi-guarani e significa “planta ou erva de frutos azuis”.

 

Usos da cauabori

A planta frutifica de fevereiro a julho. Os frutos podem ser consumidos in natura ou usados para fabricar sucos, doces ou sorvetes com uma cor bastante exótica. A planta também pode ser cultivada em jardins residenciais em locais sombreados.

 

Como cultivar cauabori

A planta é adaptável às diferentes condições climáticas do Brasil, mas não suporta luz direta ou sol. Ocorre naturalmente na beira de estradas, no meio de pedras e até em encostas íngremes. Pode ser cultivada desde o nível do mar até 1.000 m de altitude em terrenos de consistência arenosa ou argilosa, mesmo barrenta, porém com boa drenagem. É resistente a geadas e a secas. Também pode ser cultivada em vaso grande.

Produção de mudas – As sementes são triangulares, medem 2 mm de comprimento e podem ser armazenadas por longo tempo. Demoram até mais de um ano para germinar, pois seus frutos amadurecem na época em que as chuvas diminuem e a temperatura começa a baixar. Por isso, as sementes entram em dormência, despertando desta fase somente quando as condições forem propícias para germinação e pleno desenvolvimento. Devem ser semeadas em substrato arenoso e rico em matéria orgânica. As mudas atingem 10 cm de altura 8 a 12 meses após a germinação.

Plantio no solo – Pode ser plantada no sub-bosque ou em local sombreado em espaçamento 50 cm x 50 cm entre covas, as quais devem ter 30 cm de largura, profundidade e altura. Deve-se misturar com os 30 cm de solo fértil inicial, uma lata de 18 l de areia saibro + 4 kg de esterco bem curtido, 200 g de calcário e 1 kg de cinza de madeira. Deixar curtir por dois meses e fazer o plantio de outubro a dezembro. Irrigar com 10 litros de água após o plantio e uma vez por mês se não chover.

Plantio em vaso – Para plantar no vaso (de 50 cm de altura por 40 cm de largura) deve ser utilizada terra vermelha e a mesma mistura indicada para plantio no solo. Colocar cerca de 4 cm de pedras no fundo do vaso para ocorrer uma drenagem rápida.

Tratos culturais – A planta cresce lentamente e não necessita de cuidados especiais, exceto capinas periódicas para que o mato não a sufoque. Adubar anualmente com composto orgânico: 100 g + 2 g de NPK fórmula 10-10-10 distribuídos superficialmente e em círculos à distância de 5 a 10 cm do caule. A planta inicia a frutificação aos dois anos.