
Variedade de abacaxizeiro que resulta do cruzamento entre duas variedades: ‘Perolera’ e ‘Smooth Cayenne’. O BRS Imperial é resistente à fusariose, principal doença da cultura, gerando frutos de excelente qualidade, doces e com uma coloração que chama a atenção. Apresenta elevado teor de açúcar, acidez titulável moderada, alto conteúdo em ácido ascórbico (antioxidante) e excelente sabor nas análises sensoriais realizadas. A planta tem porte médio e apresenta folha de cor verde-escura, sem espinhos nas bordas. Os frutos são menores do que os do ‘Pérola’, têm formato cilíndrico e casca de cor amarelo-intenso na maturação. A polpa é amarela, com elevado teor de açúcar e acidez moderada. Apresenta peso médio do fruto com a coroa de 1,2 kg, podendo alcançar 1,5 kg e tamanho médio do fruto de 16 cm.
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Abacaxizeiro ‘BRS Imperial’ Sistema de Produção para a Mesorregião do Sul Baiano
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Produção de mudas de abacaxi variedade BRS Imperial em função de tipos de seccionamento de talo
Fabiano Oliveira de Paula Oliveira¹; Tullio Raphael Pereira de Pádua 2; Aristóteles Pires de Matos1
Estudante de Tecnologia em Agroecologia da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia; 2Pesquisador da Embrapa Mandioca e Fruticultura. E-mails: Fabiano.oliveira15@hotmail.com, tullio.padua@embrapa.br,aristoteles.matos@embrapa.br
A produção de mudas de qualidade fitossanitária de abacaxi é um grande gargalo para a expansão e crescimento da área produtiva desta cultura no país, principalmente para
variedades novas. A propagação do abacaxizeiro se faz exclusivamente de forma vegetativa, ou seja, as mudas utilizadas no novo plantio são provenientes do cultivo anterior.
Um método fácil, rápido e capaz de aumentar a qualidade e quantidade de mudas produzidas é conhecido como método de ‘seccionamento de talo melhorado’ que consiste
no corte dos talos tanto no sentido longitudinal quanto transversal. Espera-se que, com maior número de secções no talo, aumente o número de brotações, diminuindo o efeito de
dominância apical, que inibe a formação de mudas no talo. Assim o experimento teve como objetivo avaliar o efeito da influência de tipos de seccionamento de talo no tempo e na
quantidade de mudas produzidas. O Experimento consistiu nos seguintes tratamentos:
T1:Talos sem cortes, T2: Talos com um corte longitudinal, T3: Talos com um corte longitudinal e um corte transversal, T4: Talos com um corte longitudinal e dois cortes transversais, T5:
Talos com dois cortes longitudinais e T6: Talos com dois cortes longitudinais e dois cortes transversais. As avaliações ocorreram dentro do período de 02/2013 a 05/2013. O
tratamento T1 apresentou maior número médio de mudas produzidas (46,3) após 4 meses de experimento. A ausência de seccionamento do talo como no tratamento T1 pode ser
considerada uma alternativa principalmente para pequenos produtores e para a produção em sistema agroecológico, uma vez que, não ocorrendo a operação de seccionamento, há
uma redução nos gastos com mão-de-obra e na necessidade de tratamento com fungicida.
T2 e T4 apresentaram os maiores valores médios para número de mudas produzidas entre os tratamentos que foram seccionados, apresentando 31,5 e 30,3 mudas colhidas. O
tratamento T6 apresentou o maior número médio de brotações na primeira avaliação (22,75) como era esperado, pois este tratamento apresentou um maior número de cortes por talo o
que diminuiu o efeito de dominância apical. No entanto, este maior número de brotações iniciais não se traduziu em maior número de mudas já que estas competiram entre si por
água e nutrientes, retardando o desenvolvimento e mesmo ocasionando a morte de parte destas plântulas. Mudas produzidas por caules não seccionados podem apresentar
encurvamento por saírem da parte inferior do talo, dificultando o seu transplantio para tubetes. Assim, mudas produzidas a partir de talos não seccionados devem ser plantadas
diretamente em canteiros.
Palavras-chave: Ananas comosus L. Merril.; seccionamento de talo; propagação vegetativa