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As exportações brasileiras de frutas registraram um crescimento significativo de 25% no primeiro semestre de 2026, totalizando uma receita superior a 350 milhões de dólares. Este aumento é impulsionado principalmente pela demanda internacional por produtos como manga e maçã.

A fruticultura brasileira está expandindo seu alcance no exterior. Seja aqui ou no outro lado do mundo, não será difícil encontrar frutas brasileiras nos supermercados. Só no primeiro trimestre de 2026, US$ 351 milhões (aproximadamente R$ 1,7 bilhão, na cotação atual) foram gerados pela exportação das mercadorias. O aumento de valor nos embarques neste período foi de 25% e a projeção para o futuro é animadora.

“O acordo Mercosul/União Europeia está por vir. […] Esperamos aumentar a nossa participação no mercado europeu, assim como em outros”, afirmou o diretor técnico da Abrafrutas (Associação Brasileira de Produtores e Exportadores de Frutas), Edson Brok, ao Record News Rural 

Desempenho do setor

De acordo com dados da Abrafutas, o setor movimentou 351 milhões de dólares e embarcou 330 milhões de quilos de frutas, representando um aumento de 25% em valor e 13% em volume em comparação ao mesmo período do ano anterior.

Destaques das exportações

  • A manga teve um aumento de 69% em valor e 40% em volume.
  • A maçã apresentou um crescimento histórico de 215% em valor e 228% em volume de embarques.
  • Outras frutas que também cresceram incluem abacate, melão e melancia.
  • A única exceção foi a uva, que enfrentou uma redução devido a questões climáticas.
MAÇÃ:
As exportações brasileiras de maçã começaram o ano com uma mistura de recuperação e cautela. De janeiro a abril, o Brasil exportou pouco mais de 20.800 toneladas, um aumento de 180% em comparação com o mesmo período de 2015, quando foram exportadas apenas 7.400 toneladas. Embora o crescimento anual seja evidente, permanece abaixo dos níveis médios dos últimos anos.

Em comparação com a média de 2021-2025, o volume atual permanece 14% menor, indicando que a recuperação ainda não se estabilizou completamente. O setor considera isso uma melhora significativa em relação aos últimos anos mais fracos, mas ainda não atingiu os níveis totalmente normalizados.

Os dados são do COMEX STAT, o sistema oficial de comércio exterior do Brasil, embora as informações de abril ainda sejam provisórias e possam ser revisadas. Contudo, a tendência geral é evidente: após duas temporadas fracas, o país volta a ganhar impulso no mercado global de maçãs.

Essa melhoria é impulsionada pela safra de 2026, que proporcionou maior volume e, mais importante, frutos de qualidade superior e tamanhos maiores. Esse avanço possibilitou um maior volume de exportação sem afetar o abastecimento interno, mantendo um equilíbrio vital para a fruticultura brasileira.

A Associação Brasileira de Produtores de Maçã (ABPM) estimou a safra total entre 1,05 e 1,1 milhão de toneladas, representando um aumento de 10% a 15% em relação às safras anteriores. Além do maior volume, a notável melhora na qualidade tem sido um dos principais destaques, favorecida pelas condições climáticas relativamente estáveis ​​nas principais regiões produtoras.

No contexto regional, o Brasil também está ganhando peso em relação a outras origens. No mesmo período, a Argentina exportou cerca de 18 mil toneladas, devido à menor produção de variedades tintas. Essa comparação reforça o progresso relativo do Brasil, embora o mercado global permaneça intensamente competitivo e altamente dependente das condições climáticas.

Uma mudança significativa na estrutura comercial do Brasil é a ascensão da Índia como principal destino. De janeiro a abril, a Índia importou mais de 11.600 toneladas, representando quase 60% do total das exportações. Essa mudança evidencia uma recente reorganização do cenário exportador.

A crescente importância do mercado indiano decorre de sua grande população e da discrepância entre a produção local e a demanda. Com mais de 1,4 bilhão de habitantes e uma produção interna de aproximadamente 2,4 milhões de toneladas, a Índia não consegue suprir suas necessidades, o que a torna um alvo fundamental para fornecedores do hemisfério sul.

O comércio também foi afetado por mudanças regulatórias. Os novos requisitos fitossanitários introduzidos em 2025 não impediram os fluxos de importação, mas, ao contrário, ajudaram a formalizar e estruturar o acesso ao mercado, juntamente com acordos que apoiaram a abertura comercial.

O desenvolvimento dos destinos demonstra como alguns mercados perderam importância. Há dez anos, Bangladesh era o principal importador de maçãs brasileiras, e países como a Irlanda também desempenhavam um papel mais proeminente em safras anteriores.

As previsões para o restante do ano indicam uma recuperação contínua, embora seja improvável que atinja os picos extraordinários de 2021, quando as exportações ultrapassaram 60.000 toneladas. A perspectiva mais provável sugere que 2026 apresentará níveis de desempenho comparáveis ​​aos de 2022 e 2023, em meio a uma fase de maior estabilidade após vários anos de significativa volatilidade.

Expectativas futuras

O desempenho positivo do setor é atribuído à qualidade dos produtos, regularidade de oferta e diversificação de destinos. A expectativa é que novos acordos comerciais sejam firmados em breve, aumentando a competitividade das frutas brasileiras no mercado internacional.

Uma comitiva de produtores brasileiros tem participado de feiras internacionais para intensificar a agenda comercial e buscar novas oportunidades de negócios.

Fonte: Canal Rural &  Fresh Plaza.

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Toda Fruta

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