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HORTITEC 2026
23 de março de 2026
Publicado por Toda Fruta em 23 de março de 2026
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Um projeto de pesquisa em desenvolvimento na Universidade Federal de Goiás propõe transformar a casca do pequi, subproduto amplamente descartado pela indústria, em um nutracêutico (composto bioativo com nutrientes) funcional, com foco na redução de resíduos agroindustriais e na valorização de recursos nativos do Cerrado.

A casca representa cerca de 76% da massa total do fruto, mas raramente é aproveitada comercialmente, apesar de suas propriedades nutricionais. Segundo a nutricionista e doutoranda Renatta Damasceno, a proposta surgiu da necessidade de dar destino a um material abundante e subutilizado.

“A principal motivação foi transformar um resíduo agroindustrial abundante e subutilizado em um produto de alto valor agregado, unindo inovação científica, sustentabilidade e promoção da saúde”, afirma a doutoranda, que é orientada pela pesquisadora Raquel Machado Schincaglia e coorientadora pelas professoras Jessica Pereira Barbosa e Patrícia Amaral Souza.

Renatta destaca que a casca do pequi é rica em fibras alimentares, compostos fenólicos e antioxidantes, o que sustenta seu potencial funcional. Em estados como Goiás, um dos maiores produtores nacionais do fruto, o descarte desse resíduo gera impactos ambientais e custos adicionais para a indústria.

“Esse descarte gera impactos ambientais, custos de manejo e o desperdício de um recurso nativo valioso do Cerrado”, diz. O principal diferencial científico do projeto está no uso de bactérias ácido-láticas autóctones, isoladas da própria casca do pequi, que passam a integrar o nutracêutico final.

 

Casca representa cerca de 76% da massa total do fruto
ufg
Renatta Damasceno, doutoranda do Programa de Pós-Graduação em Nutrição e Saúde pela UFG | Foto: Arquivo pessoal

De acordo com Renatta, essa abordagem ainda é pouco explorada. “O grande diferencial científico está no uso de bactérias ácido-láticas autóctones, ou seja, microrganismos isolados da própria casca do pequi, que passam a compor o nutracêutico final”, explica.

Ela aponta que a utilização de microrganismos nativos da matriz vegetal pode representar vantagens em relação aos probióticos convencionais. “Tradicionalmente, os probióticos comerciais utilizam cepas genéricas, muitas vezes com menor adaptação à matriz vegetal”, observa.

Segundo a pesquisadora, a estratégia pode resultar em maior estabilidade funcional, viabilidade durante o armazenamento e resistência à digestão gastrointestinal simulada, além de maior eficácia biológica.

Do ponto de vista da saúde, o produto em desenvolvimento é projetado para apresentar efeitos prebióticos e probióticos, além de propriedades antioxidantes e imunomoduladoras.

“Espera-se favorecer o equilíbrio da microbiota intestinal e modular a produção de citocinas pró- e anti-inflamatórias em células do sistema imune”, afirma Renatta Damasceno.

Já no aspecto ambiental, a pesquisadora ressalta o potencial do projeto para reduzir o descarte de resíduos e estimular cadeias produtivas mais sustentáveis. “O projeto contribui para a redução do descarte de resíduos agroindustriais, incentiva o aproveitamento integral de frutos nativos e promove a valorização econômica sustentável do Cerrado”, diz.

A pesquisa também considera a aplicação industrial e comercial do nutracêutico, com possibilidade de uso como ingrediente funcional, suplemento alimentar ou base para novos produtos do setor de alimentos saudáveis.

“O projeto foi estruturado desde o início com foco em transferência de tecnologia, inovação e proteção intelectual”, afirma a pesquisadora. Entre os desafios para que o produto chegue ao mercado, Renatta Damasceno cita o escalonamento industrial e as exigências regulatórias.

“Os principais desafios incluem o escalonamento do processo mantendo a estabilidade microbiana e a adequação às normas da Anvisa”, pontua, além da necessidade de testes adicionais de segurança e eficácia e da articulação entre universidade, indústria e políticas públicas de inovação.

Para a pesquisadora, superar essas etapas pode fortalecer o ecossistema regional de ciência e tecnologia. “Demonstramos que é possível unir saúde, sustentabilidade e inovação a partir da biodiversidade brasileira”, conclui.

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