

O nome genérico Campomanesia é em memória ao naturalista espanhol P. Rodrigues de Campomanes; o epíteto específico guaviroba vem do tupi guavi ou guabi (para comer fruta) e roba (amarga), que significa fruta amarga. É polinizada principalmente por abelhas e pequenos insetos. A dispersão dos frutos é zoocórica, sendo feita notadamente pelo macaco bugio ou guariba (Alouatta guariba).

“Entre os destaques da guabiroba estão os fenólicos, sobretudo os flavonoides”, conta a engenheira de alimentos Aniela Kempka, professora da Udesc e líder do grupo por trás de um artigo publicado em 2025 no periódico Foods. Por meio de simulação do processo digestivo no laboratório, os cientistas avaliaram o comportamento dessas e demais substâncias vindas tanto do fruto quanto das folhas. “Vários desses compostos permaneceram acessíveis após a digestão simulada”, revela Kempka.
Significa que os efeitos benéficos se mantêm no organismo. Os ácidos clorogênico, gálico, cafeico e elágico, além do kaempferol, da quercetina e da miricetina, são exemplos de fenólicos da guabiroba. Todos apresentam ação antioxidante e há evidências de atuação anti-inflamatória, o que resguarda as artérias.