
Representantes do setor apostam na competitividade de exportações brasileiras após acordo de livre comércio entre Mercosul e União Europeia

“Nos casos de melão, melancia, uva e mamão, o comércio acontece na contra estação, o que supre a demanda de mercados do hemisfério norte”, explicou.
O acordo entre Mercosul e União Europeia prevê a redução gradual de tarifas de importação por parte de países do bloco europeu. O ajuste compreende tarifas entre 14% e 4¨%, alíquotas em vigor atualmente. A uva é o grande destaque e terá a alíquota zerada imediatamente a vigência do acordo.
“As estimativas de redução tarifária devem tornar as exportações brasileiras mais competitivas”, disse Eduardo Brandão, diretor executivo da Abrafrutas à CNN Brasil.
Para a Europa, exportações de manga, melão, limão, melancia, uva e mamão cresceram 12,8% em valor e 19,1% em volume em 2025. Na soma, embarques para a Europa cresceram 6,2% em valor e 3,4% em volume em 2025, em relação a 2024, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento e Indústria.
Manga, melão, limão, melancia, uva e mamão somaram US$ 967 milhões em receita no ano passado, ante US$ 857,6 milhões em 2024. Para a Europa, o Brasil exportou 949 mil toneladas em 2025, uma alta em relação a 2024, quando os embarques somaram 796,6 mil toneladas.
A Apex Brasil estima que o faturamento da fruticultura cresça 40% e alcance US$ 1,8 bilhão até 2029. Em 2025, o país exportou 1,2 milhão de toneladas de frutas frescas, gerando receita de cerca de US$ 1,3 bilhão.
Fonte: CNN
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O terceiro trimestre de 2025 reafirmou a força da fruticultura brasileira, com desempenho expressivo nas vendas externas. De acordo com dados da Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Frutas e Derivados (Abrafrutas), com base no Comex Stat, as exportações de frutas frescas cresceram 30,2% em volume e 16,3% em valor, em comparação com o mesmo período de 2024.
Entre julho e setembro, o Brasil embarcou 290,6 mil toneladas de frutas, que somaram US$ 323,6 milhões em receita. No acumulado do ano, já são 836,9 mil toneladas exportadas, com faturamento de US$ 909,8 milhões.
Segundo a Abrafrutas, o resultado reforça a resiliência e a capacidade de adaptação do setor, que vem enfrentando desafios como o recente “tarifaço” imposto pelos Estados Unidos. “O setor continuou negociando, trabalhando e mostrando sua força. Os números alcançados são o reflexo direto desse esforço coletivo, que une produtores, exportadores e instituições em torno de um mesmo propósito: mostrar ao mundo a força e a excelência da fruticultura brasileira”, destacou o presidente da entidade, Guilherme Coelho.
O resultado reflete o trabalho conjunto entre produtores, exportadores e instituições representativas. Mesmo após o anúncio do “tarifaço” americano, que gerou preocupação no início do semestre, o setor reagiu com firmeza. “Em um primeiro momento, foi necessário refletir sobre as alternativas e avaliar os impactos, mas em nenhum momento deixamos de produzir o planejado. O setor continuou negociando, trabalhando e mostrando sua força. Os números alcançados são o reflexo direto desse esforço coletivo, que une produtores, exportadores e instituições em torno de um mesmo propósito: mostrar ao mundo a força e a excelência da fruticultura brasileira”, afirmou o presidente da Abrafrutas, Guilherme Coelho.
Com o bom desempenho e a ampliação de mercados estratégicos, a Abrafrutas projeta que 2025 poderá consolidar-se como um ano recorde para as exportações brasileiras de frutas.
Mesmo com o tarifaço imposto pelos Estados Unidos, o terceiro trimestre de 2025 reafirmou a força da fruticultura nacional no cenário mundial. Segundo a Abrafrutas (Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Frutas e Derivados), as vendas externas de frutas cresceram 30,2% em valor e 16,3% em volume em relação ao mesmo período de 2024.
Em entrevista ao Record News Rural, Luiz Roberto Barcelos, diretor institucional da associação, explica que algumas variedades, como a manga, surpreenderam e tiveram alta nos embarques, inclusive para o país americano.