Uma pesquisa conduzida pelo Centro de Citricultura Sylvio Moreira mostrou que o uso de plantas de cobertura, aliado à roçagem ecológica e a fontes adequadas de fertilização nitrogenada, pode reduzir as emissões de gases de efeito estufa nos pomares de citros.
O estudo apontou que áreas manejadas com roçadora ecológica apresentaram até 47% menos emissões em comparação ao manejo convencional, além de ganhos em matéria orgânica do solo e aumento na produtividade da laranja Pera. Esses resultados mostram que práticas podem contribuir para a produtividade, a saúde do pomar e a redução da pegada de carbono da citricultura.
Leia a matéria completa na Revista Citricultor nº 63 e saiba como o manejo do solo pode transformar o pomar em um aliado do clima: https://www.fundecitrus.com.br/noticias/revista/o-poder-do-caulim/

Na citricultura, o cuidado com o solo vai muito além de garantir a produtividade das laranjeiras.
As práticas de manejo adotadas no campo têm papel decisivo para a sustentabilidade da atividade, com reflexos que vão desde a preservação ambiental até a qualidade dos frutos que
chegam ao consumidor. Entre as ações de destaque estão as práticas agrícolas conservacionistas, como o uso de plantas de cobertura perenes — a exemplo da Urochloa
ruziziensis — associadas à adoção da roçadora ecológica. Essa tecnologia simples tem ganhado espaço nos pomares por redistribuir a fitomassa das plantas de cobertura
das entrelinhas para as linhas de plantio, formando uma camada protetora de mulching (palhada) sobre o solo. Os benefícios desse manejo são amplos: preservação da umidade, controle da erosão e da compactação, melhoria da fertilidade e da estrutura do solo, manejo de plantas daninhas e equilíbrio térmico.
Além dos ganhos agronômicos, um estudo realizado pelo Centro de Citricultura Sylvio Moreira do Instituto Agronômico (CCSM/IAC), em parceria com o Centro de Solos (IAC), Fundação
Solidaridad e Yara Brasil, que fomentou a pesquisa, revelou que a cobertura do solo também contribui para o enfrentamento das mudanças climáticas. A pesquisa — vencedora do Prêmio Boa Colheita Pesquisa, promovido pela Yara — mostrou que áreas com cobertura vegetal apresentam maior capacidade de estocar carbono e reduzir a emissão de gases de efeito estufa (GEE), colaborando com a mitigação do aquecimento global.