Agricultora revela sua experiência com cultivo de pitaya 30 de junho de 2019

A empresária rural Regina Bottino vem plantando pitaya em sua propriedade, na região de Jaboticabal, SP, há quase 15 anos. Na entrevista a seguir, dada ao Prof. Luiz Carlos Donadio, cofundador e coordenador técnico do portal TodaFruta, ela fala sobre a experiência de cultivar essa fruta.

TodaFruta – Como e quando a senhora iniciou a plantação de pitaya? Por favor, informe o número de plantas, variedades escolhidas e espaçamento utilizado.

Regina Bottino Iniciei o plantio em 2005 com apenas 60 mudas da pitaya branca (casca rosa), utilizando o espaçamento de 3,0 m entre mudas e 3,5 m entre ruas.

TodaFruta – Porque escolheu a pitaya para  cultivo em nossa  região?

Regina BottinoDepois de pesquisar sobre a fruta, verifiquei que ela se adaptaria bem em nossa região, como de fato ocorreu.

TodaFruta – As mudas foram compradas de um viveirista ou de outro produtor? Foram adquiridas mudas de propagação direta (estacas)?

Regina BottinoAs primeiras 50 mudas brancas, eu as comprei em Bebedouro, em estacas já plantadas; já as vermelhas, foram compradas do viveiro da UNESP/Jaboticabal. Hoje temos aproximadamente 1.100 plantas de pitaya vermelha, representando quase a totalidade de nosso cultivo.

TodaFruta – Quais são os principais cuidados na produção, em termos de adubação, limpeza de mato, polinização, colheita, podas, irrigação?

Regina BottinoNo início das águas faço uma adubação orgânica. Do início da floração até o final da produção, pulverizo quinzenalmente com boro e cálcio e a cada 30 dias incluo cobre. Tenho caixas de abelha para a polinização.  Só roço o mato para manter a umidade do solo e não afetar as raízes. A colheita é feita de dezembro ao final de abril. Após o término da produção, é feit a poda nos ramos que já produziram. A retirada de brotos dos troncos é feita constantemente. Não irrigo.

TodaFruta – A senhora poderia fornecer dados de produção média?

Regina BottinoA média de produção é variável, não tenho um valor exato.

TodaFruta – Quanto à comercialização, onde e como é feita? Há dificuldades? Comente, por favor.

Regina BottinoEntrego no CEAGESP quando a quantidade é grande, pois o comércio local não absorve a produção. Quando a quantidade é menor, entrego no supermercado, onde consigo preço melhor. O melhor preço é obtido no início da safra, que acontece em dezembro; porém, no auge da produção, o preço é muito baixo e a colocação se torna mais difícil.

TodaFruta – Quais são seus planos para o futuro: aumentar, manter ou reduzir a produção?

Regina BottinoPretendo manter a produção no nível atual, pois, como ocorre com todo produto agrícola, o produtor fica à mercê do comprador.