É tempo de canistel, frutífera bem adaptada no Brasil 20 de julho de 2020 – Tags:

                                                                                                 Luiz Carlos Donadio

O canistel é uma frutífera nativa do México e muito comum em outros países da América  tropical,  no  Caribe, conhecido  com  fruta-ovo,  devido sua  alta  %  de  carotenos  e  cor  amarela   forte, é da  espécie Pouteria  campechiana,  família  Sapotácea, que  adaptou-se  bem  no Brasil,  no  sudeste, em São Paulo, onde  foi  introduzida  pela  Unesp  em  meados  da  década  de  1980.  Já tem várias seleções feitas pela mesma universidade citada, e tem sido plantada e comercializada. Adapta-se também a clima subtropical de altitude, com chuvas frequentes. A  planta é perene,  de  porte médio  a grande, o  primeiro  em plantas  enxertadas, com  até  5 a  6  m  de  altura, com  copa compacta e colunar  com  ramos  longos,  folhas simples, verdes, com  12  a  28  cm ,  conforme  o  tipo, pois  há  muita  variação  de  tamanho  e  formas,  até  o  afilado,  com  variação  na  forma e   tipo  de  fruto  também. As flores são solitárias, mas agrupadas nos ápices dos ramos, em 2 a 5 flores por ramo. São bissexuais, de cor creme. Em Tietê-SP as variedades Estação e Donadio, produzem uma safra boa em meados de julho a início de agosto, como mostra a foto. Os frutos mostrados têm em média 350 g, até mais de 500 g. Na Estação o fruto é de forma arredondada, com ponta no ápice, enquanto a outra citada tem forma arredondada-achatada, sem ponta. Ambas têm ótima qualidade, com alto teor de polpa, que é amarela-forte, pastosa, e com 1 a 4 sementes por fruto. Nos tipos não selecionados podem ocorrer outras formas e tamanhos de frutos. Todos têm um látex, típico também dos ramos quando destacados da planta. Além de rico em carotenoides, o canistel tem bom teor de carboidratos, fibras e sais minerais. Pode ser comido ao natural e é utilizado para se fazer sorvete, vitamina, como a do abacate e na culinária.