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Você está em: Pragas e Doenþas da MaþÒ

PRODUÇÃO COMPROMETIDA - ÁCARO EM MAÇÃ



O Toda Fruta agradece a colaboração de Airton Rodrigues Pinto Jr, Agenor Maccari Jr, Luiz Alberto Kozlowski - luiz.kozlowski@pucpr.br e Renato Tratch - renato.tratch@pucpr.br, PUC/PR

Frutos menores em menor número são os principais problemas enfrentados com o ataque de ácaros ao pomar, devido à falta de produtos fotossintetizados para a emissão de brotações e flores na safra seguinte.

O cultivo de fruteiras de clima temperado no Brasil concentra-se nos estados da Região Sul, onde as condições climáticas de frio, principalmente, no inverno, permitem um desenvolvimento satisfatório das plantas. Outras regiões de cultivo encontram-se nos Estados de São Paulo, Minas Gerais e, excepcionalmente, no vale do Rio São Francisco, no Nordeste. Segundo Cruz Júnior & Ayub (2002), a cultura da macieira no Brasil apresentou um grande desenvolvimento a partir da década de 70, quando a cultura da macieira era inexpressiva no Paraná e em Santa Catarina, bem como em todo o Brasil.

A área plantada com macieiras passou de 2.770 há em 1969 para 30.307 ha em 2000, aumentando a produção de 14.558 t colhidas em 1977 para 967.063 t em 2000 (Associação Brasileira de Produtores de Maçã (ABPM), 2001). O Estado de Santa Catarina é o maior produtor nacional, com cerca de 51% da produção, seguido pelo Rio Grande do Sul, com 43%. Os demais estados produtores (Paraná, São Paulo e Minas Gerais) representam aproximadamente 6% da produção nacional.

Há uma tendência no mercado nacional e internacional à busca de produtos (frutos de maçã) com menor resíduo possível de defensivos dentro dos atuais programas de manejo dos pomares. Isso exige do produtor um monitoramento constante do pomar, objetivando identificar precocemente qualquer problema de ordem fitossanitária.

O surgimento de doenças e a incidência de pragas tornam-se cada dia mais problemáticos em termos de manejo, possibilitando a um organismo tornar-se uma praga-chave da cultura rapidamente. Esse é o caso do ácaro-vermelho da maçã, que atualmente começa a figurar como uma praga de grande importância para a cultura.

DESCRIÇÃO DA PRAGA

Os ácaros são aracnídeos de tamanho reduzido, não sendo facilmente visualizados a olho nu. Entretanto, podem ser facilmente observados com equipamento ótico de aumento aproximado de 10x em magnitude. O ácaro-vermelhoeuropeu [Panonychus ulmi (Kock, 1836)] apresenta dimorfismo sexual, sendo as fêmeas maiores que os machos, com tamanho aproximado de 1 mm de comprimento.

Os ácaros adultos têm oito pernas e o corpo oval, com duas pintas vermelhas nos olhos. As fêmeas usualmente têm uma mancha grande e escura em cada lado do corpo e numerosas cerdas, cobrindo pernas e o corpo (Ebeling, 1975). Na base dessas cerdas da região posterior visualizam-se pontos brancos.

A postura desses ácaros ocorre pela deposição dos ovos na região abaxial das folhas e nervuras secundárias e também em feridas. Os ovos são vermelhos com um filamento delgado que emerge do centro. Os ácaros recém eclodidos apresentam coloração verde, porém, após iniciarem a alimentação, mudam para a coloração vermelha.

DESCRIÇÃO MORFOLÓGICA E ASPECTOS BIOECOLÓGICOS

Os ácaros possuem hábitat extremamente diversificado, podendo ser encontrados em colônias que podem conter de poucos a centenas de indivíduos na superfície abaxial das folhas.

O ácaro-vermelho Panonychus ulmi (Kock, 1836) é comumente encontrado em plantas cultivadas, acarretando prejuízos consideráveis (Flechtmann, 1985). Sua incidência normalmente é maior em climas secos e quentes. O ciclo biológico tem início com a eclosão de ovos hibernantes (ácaro-vermelho), apresentando várias gerações até a queda das folhas. O ciclo de vida envolve as fases de ovo, larva, protoninfa, deutoninfa e adulto, sendo que cada fase passa por um período ativo no qual o ácaro se alimenta seguido de um período de repouso até sofrer a ecdise. Temperaturas quentes e clima seco favorecem a reprodução (Salles 1998).

A duração média do ciclo de vida de P. ulmi em laboratório, sob temperatura de 21ºC, é de 9 dias para ovos, 2,7 dias para larvas, 2,2 dias para protoninfa e 2,7 dias para deutoninfa. Após a cópula, 63 a 66% dos ovos são fertilizados, dando origem a fêmeas, e os 34 a 37% restantes não fertilizados originam machos. Quando a fêmea não é fertilizada, 100% dos ovos originam machos (Boneti et al. 1999).

IMPORTÂNCIA E DANOS

Um dos sintomas do ataque do ácaro-vermelho é a presença de uma teia sobre a superfície das folhas, sinalizando ataques mais intensos. Os prejuízos causados pelos ácaros na agricultura ocorrem em função da sua forma de alimentação, pois os ácaros sugam a seiva dos parênquimas foliares. A perda da clorofila nos locais atacados pode levar ao aparecimento de manchas brancas ou amarelas e, eventualmente, a uma descoloração mais uniforme de aspecto bronzeado ou amarelado, podendo evoluir desfolhação e, em casos mais extremos, morte da planta (Ebeling, 1975).

Com relação aos danos causados nos pomares de maçã, a presença de populações em número médio a elevado pode não apenas prejudicar as folhas, mas também levar a prejuízos na produção comercial. Isso ocorre, pois os ácaros reduzem o número de cloroplastos e, por conseqüência, a planta não consegue armazenar fotossintetizados para emissão de brotações e flores do ano seguinte. O ataque dos ácaros pode levar à produção de frutos menores e em menor número.

MONITORAMENTO DA PRAGA

O monitoramento do ácaro consiste em definir o momento em que indivíduos da população começam o ataque ao pomar, permitindo a aplicação de uma determinada técnica de controle desde quando se detecta baixa incidência de praga.

O monitoramento também serve para a definição das áreas críticas de um pomar, ou seja, aquelas com maior incidência da praga. Essa prática nos permite um direcionamento das técnicas de controle (físico, químico ou biológico).

Normalmente podemos encontrar diferentes níveis de infestação nos diferentes talhões do pomar, influenciados pela umidade, temperatura, presença de plantas concorrentes entre as linhas, pH do solo, entre outros fatores. A definição dessas áreas, além de permitir a criação de áreas de risco, permite-nos priorizar aqueles locais que historicamente têm populações mais elevadas e que requerem maior atenção de nossa parte.

O monitoramento é feito através da amostragem seqüencial em 10 plantas por talhão de 5 ha, retirando-se cinco folhas por planta e anotando-se o número de folhas com presença do ácaro. As plantas podem ser diferentes a cada avaliação. Para o controle, devem-se levar em consideração a percentagem de folhas infestadas e o ciclo vegetativo da cultura. Normalmente esse procedimento consiste do caminhamento dentro do pomar, analisando as folhas com auxílio de uma lupa.

No início da temporada o controle deve ser feito, quando 50% das folhas acusarem a presença da praga, enquanto, enquanto, no período que antecede a colheita, somente deve ser aplicado o acaricida, quando mais de 70% das folhas apresentarem ácaros. Em pós-colheita o ácaro será controlado se a infestação for superior a 90%. No final do inverno a praga pode ser controlada na fase de ovo, aplicando-se óleo mineral na quebra de dormência e também antes do botão rosado. A dupla aplicação do óleo melhora a distribuição do produto na planta, aumentando o controle.

METODOLOGIAS DE CONTROLE

Existem diversas práticas empregadas no controle de populações de ácaros em pomares comerciais. Atualmente a combinação de diferentes práticas temse mostrado mais eficiente, pois uma prática pode apresentar um efeito sinergético com outra. Para controlar o ataque dessa praga agrícola é possível se fazer uso de métodos como controle químico, controle biológico, e de práticas culturais como o manejo de plantas daninhas. Com relação ao controle químico, existem diversos produtos acaricidas para uso no controle dos ácaros fitófagos.

O ácaro-vermelho europeu (Panonychus ulmi) é uma das principais pragas de árvores de maçã no Sul do Brasil. Esse ataque da praga varia de acordo com cultivares de maçã. Foi realizado um estudo visando identificar a influência de cultivares no desenvolvimento e na reprodução do ácaro. O ensaio foi conduzido em laboratório, usando as câmaras ajustadas em 21°C, a 83% de umidade relativa e submetido às 14 horas de fotofase. Os ácaros foram separa-dos e mantidos em disco de folha de papel de filtro molhado. Os resultados mostraram que não houve nenhuma variação no ciclo evolutivo do ácaro em relação aos cultivares testados.

Segundo Van de Vrie (1985), citado por Monteiro et al. 2002, os desequilíbrios ambientais causados pelo uso indiscriminado de agroquímicos têm acarretado um aumento na população de ácaros fitófagos nas culturas comerciais em todo o mundo. Em todas as regiões produtoras de maçãs do Brasil, três a quatro pulverizações de acaricidas por ciclo vegetativo têm sido realizadas, muitas vezes, e de liberações inoculativas. O ácaro predador permanece sobre as folhas da macieira durante quase todo o ciclo vegetativo da cultura, passando o inverno sobre as plantas daninhas.

Normalmente o controle de plantas daninhas é realizado com herbicidas na linha de plantio, visando facilitar os tratos culturais, em conseqüência, o solo fica sem vegetação desde o outono até meados da primavera. As plantas daninhas possuem um papel importante na manutenção de inimigos naturais, devido ao fornecimento de abrigo, de umidade e de alimento. Monteiro et al. (2002) avaliaram o efeito de diferentes manejos de plantas daninhas sobre Neoseiulus californicus em pomar de maçã e verificaram a importância das plantas daninhas sobre a presença de ácaros, pois parcelas sem manejo e parcelas roçadas apresentaram as maiores populações de Tetranychus urticae e Neoseiulus californicus.

Em se tratando de manejo de plantas daninhas, os resultados demonstraram que a presença de Plantago tormentosa (tanchagem) é importante em áreas de controle biológico, pois, além de abrigar o Neoseiulus californicus e tetraniquídeos, produz pólen, importante fonte de alimento para ácaros preda-de forma preventiva para o controle de ácaros fitófagos (Monteiro, 1994).

MANEJO DE PLANTAS CONCORRENTES

Monteiro et al (2002) avaliaram a influência do manejo de plantas daninhas sobre o deslocamento de ácaros tetraniquídeos (Panonychus ulmi e Tetranychus urticae) e do ácaro predador Neoseiulus californicus em um pomar de macieira Gala. Esse estudo teve também como objetivo avaliar o controle biológico do ácaro-vermelho, P. ulmi, por meio de liberações massais de N. californicus. Os desequilíbrios ambientais causados pelo uso indiscriminado de agroquímicos têm acarretado um aumento da população de ácaros fitófagos nas culturas comerciais em todo o mundo.

Uma alternativa ao controle químico preventivo é o manejo integrado de pragas com a utilização de inimigos naturais. Em 1995, o controle biológico do ácaro-vermelho foi implantado em pomares de macieiras em Fraiburgo (SC), por meio de criações do ácaro predador Neoseiulus californicus em estufas dores. Além disso, a tanchagem é uma planta de porte baixo que não interfere nos tratos culturais realizados em pomares de macieira, como a poda, raleio e colheita.

Os resultados finais do trabalho mostraram que o Neoseiulus californicus foi mais abundante nas parcelas cujos manejos proporcionaram desenvolvimento de plantas daninhas na linha de plantio, ocorrendo igualmente maiores quantidades de tetraniquídeos. O ácaro predador teve preferência em permanecer sobre a Plantago tormentosa à Erigeron spp, e a população de tetraniquídeos foi significativamente maior sobre as macieiras cultivadas nas parcelas cujas plantas daninhas foram controladas por herbicidas.

CONTROLE BIOLÓGICO

Croft & Hoyt (1983) citam que o controle biológico é uma ferramenta para o controle desse ácaro, a partir da introdução de ácaros predadores da família Phytoseiidae. A introdução de inimigos naturais necessita de uma adaptação deles às novas novas condições climáticas e ambientais e figura como uma exigência para que esses organismos surjam de forma espontânea nas safras subseqüentes.

Além disso, esses organismos devem sobreviver às diferentes condições climáticas, bem como a outras práticas de manejo aplicadas ao pomar, como por exemplo a aplicação exemplo a aplicação de acaricidas. Estudando a flutuação populacional de ácaros em pomares comerciais de maçã, Meyer (2003) identificou as famílias de ácaros predadores Phytoseiidae, Stigmaeidae, Tydeidae, Scheloribatidae, Ascidae, Acaridae, Raphignathidae e Cunaxidae. O ácaro predador Neoseiulus californicus (McGregor, 1954) (Acari: Phytoseiidae) foi o principal predador de Panonychus ulmi (Koch, 1836) (Acari: Tetranychidae), com freqüência média de 95% nas cultivares Gala e Fuji em quase todas as regiões, pomares e sistema de produção, com exceção do pomar de São Joaquim (SC).

Os fitoseídeos Amblyseius chiapensis (DeLeon, 1961) e Proprioseiopsis cannaensis (Muma, 1962) estiveram presentes principalmente nos pomares de São Joaquim (SC) e Vacaria (RS). Agistemus sp. (Acari: Stigmaeidae) e Tydeus sp. (Acari: Tydeidae) foram encontrados em freqüências mais baixas.

CONTROLE QUÍMICO

O controle químico dos ácaros pode ser realizado com inseticidas como mancozeb, captan, dithianon, phosmet, tebufenozide, tebufenozide, methidathion, chlorpyrifos, abamectin e pyridaben. Os produtos diferem em tanto em sua toxicidade ao aplicador, quanto em sua eficácia quanto aos resultados obtidos no controle da praga. Monteiro (2002), com o objetivo de implementar o controle biológico de ácaro-vermelho, Panonychus ulmi, em macieira, propôs uma estratégia de controle baseada na criação de Neoseiulus californicus em estufa, em liberações inundativas e no uso de acaricidas, em um pomar comercial de macieira do Rincão das Flores Agropastoril (Agriflor), em Vacaria (RS), entre 1992 e 1996. A amostragem do ácaro-vermelho orientou as liberações e as transferências de ácaros predadores, das estufas de criação e dos ramos provenientes da poda verde, para parcelas de alta incidência de ácaro-vermelho. A eficiência eficiência da estratégia de controle do ácaro-vermelho foi avaliada com o levantamento de ovos de inverno. No primeiro ano, a associação de acaricidas com ácaros predadores permitiu um reduzido número de ovos de inverno do ácaro-vermelho, em torno de 1,3 ovo por unidade de amostragem contra 59,8 ovos na testemunha.

No segundo ano, 58% das macieiras não foram pulverizadas com acaricidas. Nos dois anos subseqüentes, o controle do ácaro-vermelho foi realizado exclusivamente com ácaros predadores. N. californicus passou o inverno nas ervas daninhas do pomar e migrou espontaneamente para a copa das macieiras nos anos subseqüentes a sua introdução. Segundo o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, os acaricidas registrados para uso no Brasil estão descritos na Tabela 1. Uma questão de grande relevância é checar se o produto escolhido para o controle da praga está registrado em seu Estado para a cultura onde será aplicado e sempre seguir as recomendações técnicas de um engenheiro agrônomo.

USO DA ABAMECTINA COMO ACARICIDA

A Abamectina é o nome comum das avermectinas, na verdade, trata-se de uma mistura de avermectinas, contendo cerca de 80% da avermectina B1a e 20% de avermectina B1b. De acordo com Ware (1999), estes dois compostos possuem propriedades biológicas muito similares em termos toxicológicos, possuindo ação inseticida, acaricida e antihelmíntica. São compostos derivados de bactérias do solo do gênero Streptomyces avermitilis, um fungo da família dos actinomicetos.

Um dos usos mais promissores destes produtos é o controle de ácaros minadores da folha e de outras pragas de difícil controle, incluindo parasitas parasitas internos de animais domésticos. As avermectinas atuam no sistema nervoso dos insetos e ácaros, bloqueando o neurotransmissor ácido gama aminobutírico (GABA), nas uniões neuromusculares. Neste caso, a atividade visível, como consumo de alimento e postura de ovos, é interrompida rapidamente, embora a morte possa demorar vários dias (Ware, 1999). A eficácia de diferentes doses do princípio ativo abamectin no controle de Panonycus ulmi em pomar comercial de maçã foi avaliada em experimento instalado no município de Fazenda Rio Grande (PR), na Fazenda Experimental Gralha Azul. O ensaio foi conduzido em blocos casualizados com quatro repetições.

Nas aplicações foram utilizados diferentes inseticidas comerciais com o princípio ativo avermectina. O volume de calda aplicado foi de 800L/ha. Os tratamentos foram obtidos com dosagens de 75; 100 e 150 ml.100L-1.H2O. Foram executadas duas aplicações, usando pulverizador propulsionado a CO2 com bico cônico. As avaliações foram realizadas através da coleta de seis folhas por parcela, nas quais foram contados os ácaros presentes, utilizando uma lupa com aumento na magnitude de 10X. A comparação entre médias foi realizada através do Teste de Duncan a 5% com o uso do programa Sanest. Com base nos resultados e nas condições em que foi realizado o experimento, pode-se concluir que, na primeira aplicação, os inseticidas nas dosagens de 75, 100 e 150 ml/100L H2O para controle do ácaro apresentaram eficácia superior a 80%.

Não houve diferenças estatisticamente significativas entre os tratamentos com acaricidas, porém estes diferiram significativamente da testemunha. Na segunda aplicação, os inseticidas foram eficientes no controle do ácaro até 14 dias após sua aplicação, também diferindo estatisticamente da testemunha, (gráfico 1). Weintraub (2001) e Weintraub & Horowitz (1998) observaram uma redução no efeito inseticida da avermectina, cujo controle do ácaro se manteve efetivo por uma semana. A queda na eficiência do produto, segundo Bull et al. (1984), deve-se à degradação da abamectina na superfície da folha.

Assim, a atividade residual dos produtos depende da alimentação do ácaro nas reas da planta que absorveram o acaricida (Dybas, 1989). Quanto à elevada eficiência observada em algumas avaliações, são dados concordantes com os de Chen (1999 e 2000). Em seu trabalho, com Abamectin (CE) a 0,2%, este pesquisador observou um percentual de controle da ordem de 95% em relação à população inicial T. urticae em maçã. Bons resultados da aplicação de Abamectin para o controle de ácaros foram obtidos também por Park et al. (1996); Botha et al. (1994) e Beers et al. (1990). Os resultados encontrados na literatura mostramse condizentes com os observados no trabalho realizado.

No início da temporada o controle deve ser feito, quando 50% das folhas acusarem a presença da praga, enquanto, no período que antecede a colheita, somente deve ser aplicado o acaricida, quando mais de 70% das folhas apresentarem ácaros. O ácaro predador permanece sobre as folhas da macieira durante quase todo o ciclo vegetativo da cultura, passando o inverno sobre as plantas daninhas. O controle biológico é uma ferramenta para o controle desse ácaro, a partir da introdução de ácaros predadores da família Phytoseiidae. C

Tabela 1: Ingredientes Ativos/ Grupos Químicos registrados no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento para controle do ácaro-vermelho da macieira (panonychus ulmi) em 2005. - Fonte: Agrofit







Data Edição: 18/08/2005
Fonte: Toda Fruta

 
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